domingo, 21 de dezembro de 2008

A GLUTAMINA



A glutamina é um aminoácido não essencial, sintetizado a partir das necessidades corporais sendo a forma mais abundante de aminoácido encontrada no corpo. Sua síntese é feita a partir do ácido glutâmico, valina e isoleucina (Bill Philip, 1997).Sua síntese acontece primariamente nos músculos, mas também nos pulmões, fígado, cérebro e possivelmente no tecido adiposo (Rowbottom, 1996). Os rins, células do sistema imune e trato gastrointestinal consomem-na enquanto o fígado é o único órgão que tanto consome como produz. É importante citar que em alguns estados corporais como o estresse, injúrias, desgastes e etc., alguns órgãos corporais necessitam de uma demanda muito maior de glutamina, o que pode não ser possível apenas pela síntese corporal. Partindo desse ponto percebe-se, em alguns casos, a necessidade de administrar doses extras de glutamina.

A glutamina exerce funções muito importantes para o corpo, que são:
1) Manutenção do sistema imunológico;
2) Possível reguladora da síntese e da degradação de proteínas;
3) Controle do volume celular;
4) Desintoxicação corporal do nitrogênio e da amônia;
5) Controle entre o catabolismo e anabolismo;
6) No combate à síndrome do overtraining (OTS);

Duas particularidades importantes da glutamina são a sua capacidade de promover uma liberação extra de hormônios.(Bill Phillips, 1997).

Eu e alguns nutricionistas, consideramos a glutamina como “ESSENCIAL” devido a sua grande importância tanto para a síntese dos demais aminoácidos quanto para a manutenção da homeostase de vários tecidos durante estados catabólicos.

Após atividades físicas de grande estresse, a quantidade de células do sistema imune fica muito diminuída podendo pré-dispor os atletas à infecções oportunistas. Supõem-se que a glutamina ajude a controlar esse desequilíbrio. A glutamina é usada como energia pelas células do sistema imune para formação de anticorpos e, durante o período de ataque de corpos patogênicos (estranhos), é utilizada como combustível direto paras as células do sistema imune se duplicarem (Robottom, 1996).

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